<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6390251192606477516</id><updated>2012-02-16T08:24:37.295-08:00</updated><title type='text'>cobranding</title><subtitle type='html'>branding manager a torto e a direito</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cobranding.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6390251192606477516/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cobranding.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>3</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6390251192606477516.post-6308511406513707178</id><published>2008-11-02T20:09:00.000-08:00</published><updated>2008-11-02T20:12:08.930-08:00</updated><title type='text'>marca não é estrume ou não se trata marca como se marca gado</title><content type='html'>Existe um procedimento que é bastante recorrente no ambiente do Marketing: tão logo aparece alguma abordagem ou conceito realmente inovador, há uma tendência apressada e afoita de transformar esse novo em coisa conhecida e catalogada. A partir daí, inicia-se imediatamente a busca ansiosa pela próxima “invenção”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso está acontecendo exatamente agora com o conceito de marca corporativa. Não que ele seja absolutamente novo. Mas vive-se hoje, na expressão de Majken Schultz, uma “second wave” da abordagem da marca corporativa, que não pode e nem deve ser confundida com as definições já em circulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Em síntese, marca corporativa não pode ser tomada por ou confundida com marca de produto.&lt;/span&gt; São duas coisas bastante diferentes, embora possam ter nuances parecidas. Para ficar mais claro, é bom ilustrar essas diferenças à moda daqueles jogos dos 7 erros, frisando as confusões mais comuns entre os dois conceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A marca corporativa não é marca de um target só&lt;/span&gt;. Ela deve dialogar com vários públicos – clientes, colaboradores, fornecedores, comunidade, acionistas, imprensa etc. Diferentemente da marca de produto que, em geral, dirige suas mensagens preferencialmente ao cliente/consumidor. Quer dizer, uma coisa é “vender” Omo para donas-de-casa, outra coisa radicalmente diferente é apresentar a Unilever para os diversos stakeholders dessa organização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A marca corporativa não tem um núcleo duro&lt;/span&gt;. Um posicionamento auto-proclamado, que resume seus atributos e associações, como tem sido mais característico nas marcas de produtos. A marca corporativa tem sim um coração que pulsa, uma promessa central viva, que é algo mais flexível e abrangente, de modo a contemplar os múltiplos interesses dos públicos mencionados acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A marca corporativa não pode ficar isolada no “feudo” de Marketing&lt;/span&gt;. Até aqui o Marketing era a única instância responsável por todo o branding nas empresas. As marcas corporativas pedem uma abordagem multidisciplinar. O que tem acontecido em empresas conscientes desses novos tempos, como a Iveco, é que a comunicação de marca tem assumido um papel mais estratégico, ao lado da direção geral da organização, e, a partir daí, disseminado as preocupações com a marca principal para dentro e fora da empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A marca corporativa requer envolvimento de todos.&lt;/span&gt; A marca de produto, até por ficar quase sempre isolada no “feudo” do Marketing, sempre exigiu menos envolvimento da organização. Quem tem que se envolver, de “comprar” essa marca e de se deixar seduzir por ela é o cliente/consumidor. E antes equipe de vendas, claro. A marca corporativa, não. Ela não existe sem o envolvimento direto de todos na organização, do CEO ao conjunto dos colaboradores. Como muito bem diz o Jaime Troiano, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“marca não é tapume”&lt;/span&gt; e o sucesso da marca corporativa começa sempre com uma boa lição de casa de identificação e envolvimento de todos com essa marca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O desafio da marca corporativa é alinhamento&lt;/span&gt;. Quando se pensa em marca de produto, o que vem logo a cabeça é a diferenciação, o que interessa é caracterizar a “uniqueness” do produto ou serviço. Com a marca corporativa, a palavra de ordem é “brand alignment”. Ou seja, o desafio agora é alinhar, criar convergência, estabelecer sintonia entre as várias manifestações e interações da marca com seus diferentes públicos. A marca corporativa precisa sustentar a mesma promessa, a mesma história corporativa, os mesmos pilares, diante de todos. Ilustrando: Natura, Fedex, Localiza, Google ou qualquer outra marca corporativa não podem ter enredos diferentes para públicos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não se pensa marca corporativa no curto prazo.&lt;/span&gt; Tome-se como exemplo uma organização como a Ambev ou Inbev. Por mais que essa empresa tenha programas rígidos de resultados para cada um de seus produtos ou áreas de negócios, a construção da marca corporativa do grupo exige um plano de médio e longo prazo. Não é por outro motivo que a Ambev/Inbev tem se preocupado em afirmar, por meios de campanhas mais gerais, os seus compromissos mais duradouros e consistentes. O risco de tentar construir uma marca corporativa com base somente em ações e resultados imediatos é o de se criar um algo sem lastro, que irá sucumbir à primeira crise, pois não “feito para durar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marca corporativa, além do lucro, tem a ver com geração de valor&lt;/span&gt;. O mundo está mudando, a economia reconhece mais os ativos intangíveis, a sociedade se preocupa mais com outros valores, as pessoas já não se satisfazem mais apenas com os “benefícios racionais ou emocionais” dos produtos e serviços. As marcas corporativas, ao colocarem a organização no centro da cena, abrem espaço para a geração de novos valores. Valores que têm a ver com o entorno social, o bem-estar de quem trabalha, o meio-ambiente, a produção cultural e muito mais. Ou seja, resultado agora vai além do lucro, é algo maior, a ser compartilhado com muitos. Por isso, pode-se dizer que a marca corporativa, como matriz de referência e instrumento de gestão, tem muito a ver com a sustentabilidade das próprias organizações e de todo o ambiente de negócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí estão os 7 erros ou confusões básicas entre marca corporativa e marca de produto que devem ser evitados. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Outros erros podem ser encontrados, uma vez que, por vício de muitos que atuam na área do Marketing e da comunicação, persiste uma tentação grande de pegar a marca corporativa e ir logo colocando numa embalagem bonita e renovada de marca de produto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, as diferenças entre esses dois conceitos são bastante reais e significativas. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Não é só a atenção que se desloca do produto para a organização, não é o mesmo aparato de abordagem que é transportado de um lado para outro. &lt;/span&gt;São vários ângulos, abrangências, papéis que se alteram, exigindo um novo modo de ver, pensar e trabalhar com as marcas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(marca corporativa e marca de produto. ou o jogo dos sete erros mais comuns, do levi carneiro, diretor associado da troiano consultoria de marca, para o mundo do marketing)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Now playing: &lt;a href="http://www.foxytunes.com/artist/c%c3%a1ssia+eller/track/admir%c3%a1vel+gado+novo" title="'cássia eller - admirável gado novo' - open on FoxyTunes Planet"&gt;cássia eller - admirável gado novo&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-style: italic; font-size: 10px;"&gt; via &lt;a style="color: rgb(102, 102, 102);" href="http://www.foxytunes.com/signatunes/" title="FoxyTunes - Web of music at your fingertips"&gt;FoxyTunes&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6390251192606477516-6308511406513707178?l=cobranding.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cobranding.blogspot.com/feeds/6308511406513707178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6390251192606477516&amp;postID=6308511406513707178' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6390251192606477516/posts/default/6308511406513707178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6390251192606477516/posts/default/6308511406513707178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cobranding.blogspot.com/2008/11/marca-no-estrume-ou-no-se-trata-marca.html' title='marca não é estrume ou não se trata marca como se marca gado'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6390251192606477516.post-4163485945863331867</id><published>2008-07-27T03:52:00.000-07:00</published><updated>2008-07-27T08:53:48.901-07:00</updated><title type='text'>pintor de paredes</title><content type='html'>os bons bebem muito, adiantam-me, referindo-se aos pintores de parede alocados a tarefa de produzir uma parte da comunicação da marca. calor de 44 graus e lá estou eu desce vale sobe serra a verificar os pontos de pintura, mídia de resultados por esta região. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em cada parede a marca do artista que desfigura a marca. o que dá para rir dá pra chorar. branding manager. o nome é chic. mas a nossa realidade é de pau, pedra e cal.&lt;br /&gt;bem vindo ao blogsite mister gestor de  marca. os nossos revendedores reclamam que pedem, pedem, e ninguém lá se lhes aparece para pintar a parede. há descasques, cores lavadas, outras queimadas de sol, e outras que nem se sabe mais o que é que mesmo lá estava pintado, tamanho os chamboques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na cidade discute-se o spot, o filme, a internet. na praça de guerra local, quatro pontos de venda, voltados para um local centro de todos os espetáculos da cidade - como se não bastassem corredor de transito local e intermunicipal, estão abandonados a própria sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a marca é quase líder no pedaço. mas abusando da sorte até quando ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pintores bebem mas não caem da escada, garantem-me, o que não confio, desdigo-lhes. marcas? muitas delas estateladas de contra a parede assinam seu epitáfio. simplesmente porque alguém lavou as maõs e não meteu-lhes a tinta que deveriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nos mbas isso passa batido ou devo dizer lavado ?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6390251192606477516-4163485945863331867?l=cobranding.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cobranding.blogspot.com/feeds/4163485945863331867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6390251192606477516&amp;postID=4163485945863331867' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6390251192606477516/posts/default/4163485945863331867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6390251192606477516/posts/default/4163485945863331867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cobranding.blogspot.com/2007/08/pintor-de-paredes.html' title='pintor de paredes'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6390251192606477516.post-7379760639829872772</id><published>2008-07-26T07:47:00.000-07:00</published><updated>2008-07-27T08:55:16.882-07:00</updated><title type='text'>ser lixo do luxo não é a mesma coisa de ser o luxo do lixo</title><content type='html'>Há quase dois anos, o jornal Valor Econômico publicou uma matéria que começava assim: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“Hoje em dia, toda loja quer ser butique, toda marca quer ser grife e toda grife quer ser premium” &lt;/span&gt;(06/11/2006). Nada mais correto: a ascensão do mercado de bens de luxo no mundo todo criou uma corrida pelo consumidor de alto padrão. A promessa de margens elevadas e demanda inelástica seduziu inúmeras empresas, muitas delas historicamente pertencentes a negócios essencialmente de massa, e não exclusivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De minha parte, sempre que consultado a respeito, disse que o melhor que os empresários poderiam fazer em relação ao crescimento do mercado de luxo era aprender. Deviam observar técnicas de marketing e vendas que lhes poderiam ser úteis em quaisquer setores, mesmo os mais populares, mas não necessariamente tentar ingressar no mercado de luxo, ramo que exige expertise e altos investimentos. Dois exemplos de produtos da indústria automobilística internacional ilustram bem o porquê dessa recomendação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2003, a Volkswagen aventurou-se no mercado de carros de luxo. Lançou nos Estados Unidos e na Europa o Phaeton (lê-se “Fíton”), modelo top de linha que custava aproximadamente US$ 70 mil. A intenção declarada era concorrer com automóveis como o Mercedes Classe S ou o Audi A8, da mesma faixa de preço. A propaganda enfatizava a qualidade e o design do carro, comparando-o a modelos da BMW, Mercedes e Lexus. Depois de três anos, o Phaeton saiu de linha, com um saldo de menos de 10 mil automóveis vendidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O erro da VW foi tentar ingressar em um mercado no qual, mais do que um produto de excelência, é necessário possuir uma marca de prestígio.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A VW tinha apenas o primeiro elemento dessa equação.&lt;/span&gt; Como já se sabe, consumidores de produtos de luxo se importam muito com a marca do produto que adquirem, pois é ela que oferece prestígio social e funciona como garantia de qualidade. No momento em que a VW posicionou seu carro como um concorrente direto de modelos da BMW, Mercedes, Audi e Lexus, pareceu fácil para o consumidor decidir: entre produtos que têm tradição de excelência e marca associada ao segmento de luxo e outro com histórico de modelos populares e nenhum apelo de prestígio, optou por descartar o carro da VW. Conforme disse um revendedor da própria Volks nos EUA, “ninguém quer chegar no clube de golfe dirigindo um VW”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminho diferente adotou a Hyundai na campanha publicitária de seu modelo Azera, lançado no Brasil no início deste ano. As peças de propaganda também fazem comparações entre o modelo à venda e produtos tradicionais do segmento de luxo, como Mercedes, BMW e Jaguar. E são bem explícitas quanto a isso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mais espaço interno que uma BMW Série 7. Mais potente que uma Mercedes Classe C. Mais equipado que um Jaguar XJ”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra a estratégia de divulgação do Phaeton? Quase, não fosse por um detalhe que os anúncios do Azera esclarecem logo em seguida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E o mais impressionante: o preço”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, o Azera custa (bem) menos que todos os carros aos quais ele foi comparado no anúncio. Enquanto o veículo coreano sai por cerca de R$ 105 mil, o Mercedes Classe C não custa menos de R$ 200 mil, o BMW Série 7 é vendido por quase R$ 500 mil e o Jaguar XJ fica entre R$ 390 mil e R$ 460 mil. O recado da Hyundai é claro: compre um carro tão bom quanto os melhores do mundo por um preço diminuto (para os padrões da categoria, claro).&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Ao invés de tentar competir diretamente com as maiores marcas de automóveis de luxo do mundo, a Hyundai se serve delas para posicionar o seu produto.&lt;/span&gt; Faz isso de maneira inteligente, usando um apelo híbrido que contempla o posicionamento em relação a uma classe inteira de produtos (no caso, a de automóveis de luxo, através da comparação com ícones do setor) e o de preço-qualidade (ou custo-benefício).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Na prática, no entanto, a intenção da Hyundai não é disputar potenciais compradores dos automóveis com os quais ela compara o Azera. Ao contrário. É atrair atenção para o seu produto enquanto disputa clientes de modelos de uma faixa de preço equivalente a sua, como o Ford Fusion, o Chevrolet Omega e o VW Passat. Como bem afirmou a revista Quatro Rodas, “A Hyundai mira nas estrelas para acertar os aviões”. Perfeita definição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resultados, segundo a própria Hyundai, são animadores: 675 unidades vendidas no 1º trimestre, contra 256 do Omega, 254 do Passat e 219 do Toyota Camry, também da mesma faixa de preço. Já o episódio do Phaeton entrou para a história recente da VW como um fracasso previsível e perfeitamente evitável. Se a VW queria mesmo ingressar no mercado de luxo, deveria criar uma marca própria para isso (a qual, aliás, já possuía: Audi). Descartada essa opção, jamais deveria posicionar seu produto como um carro de luxo, segmento no qual sua marca nada significa para o consumidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lições desses dois episódios:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;1. Marcas não se tornam marcas de luxo de uma hora para outra. Devem nascer voltadas para o mercado de luxo.&lt;/span&gt; Não por acaso a VW é dona da Audi, a Toyota tem a Lexus e a Nissan, a Infiniti: todas essas montadoras reconheceram que, para atuar nos níveis mais elevados do mercado, é necessário uma marca especialmente voltada para ele – e, por conseqüência, uma estrutura organizacional própria. Aparentemente a VW esqueceu uma lição que ela mesmo havia aprendido décadas antes, quando comprou a Audi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O mercado de luxo de qualquer tipo de produto é atraente, mas restrito&lt;/span&gt;. A imprensa é pródiga em noticiar casos de sucesso, mas os fracassos são tão ou mais numerosos: a Ford vendeu a Jaguar para a indiana Tata após acumular mais US$ 1,5 bilhão em prejuízos, por exemplo. O exaltado grupo LVMH, dono de quase 30 marcas de luxo, é ultradependente da Louis Vuitton, responsável por mais de um terço de sua receita. Alguns dos negócios de seu portfólio são historicamente deficitários (Givenchy, Kenzo e Fendi) e, assim como já realizou diversas aquisições ao longo de sua história recente, o conglomerado desfez-se de algumas marcas também. Situação semelhante vive o Grupo Prada, que já vendeu duas marcas de seu portfólio (Jil Sander e Helmut Lang) e depende essencialmete da cash cow Prada, dona de 80% de seu faturamento, para sobreviver. Em resumo: o mercado de luxo não é uma mina de ouro capaz de acolher todo e qualquer empreendimento. É um negócio de longo-prazo, com boas margens de lucro, mas pequeno em termos de volume – ao menos se comparado ao mercado de produtos massificados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Se o luxo não acolhe a todos, ao menos pode ensinar a todos.&lt;/span&gt; A Hyundai foi além: mais do que aprender com ele, usou-o. Sem cerimônia, tomou emprestado produtos-ícones de fabricantes do setor para posicionar seu novo carro. Foi uma estratégia engenhosa, uma verdadeira lição das oportunidades disponíveis para inúmeras marcas em outros setores: comparar-se aos melhores para vencer os iguais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, pode-se dizer que a Hyundai parodiou a frase que abre este artigo ao &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;vislumbrar que as melhores oportunidades muitas vezes não estão em transformar uma loja em butique, e sim em aprender com as butiques para se diferenciar de outras lojas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(mirando nas estrelas, acertando os aviões, do andré cauduro d´angelo, autor do livro precisar não precisa - um olhar sobre o consumo de luxo no brasil(livro@precisarnaoprecisa.com.br)* texto originalmente reproduzido no cemgrauscelsius.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------&lt;br /&gt;Now playing: capricorn college - mab, mystic woman&lt;br /&gt;via FoxyTunes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6390251192606477516-7379760639829872772?l=cobranding.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cobranding.blogspot.com/feeds/7379760639829872772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6390251192606477516&amp;postID=7379760639829872772' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6390251192606477516/posts/default/7379760639829872772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6390251192606477516/posts/default/7379760639829872772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cobranding.blogspot.com/2008/07/ser-lixo-do-luxo-no-mesma-coisa-de-ser.html' title='ser lixo do luxo não é a mesma coisa de ser o luxo do lixo'/><author><name>celso muniz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10471824648584635403</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://img131.exs.cx/img131/1483/myface28og.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
